Betty é uma servidora que representa a maioria do INSS, que aos 65 anos permanece trabalhando pois caso peça sua aposentadoria perderá entre 40 e 50% de sua renda. São milhares de servidores que apesar de possuírem tempo de serviço e idade para aposentadoria, continuam trabalhando para adiar as perdas com o desligamento.
Essas perdas ocorrem não apenas nas aposentadorias por tempo de serviço ou compulsórias, ocorrem também nas aposentadorias por invalidez e nas pensões por morte. Os servidores com idade avançada, os servidores que adoecem, os dependentes daqueles que falecem, enfim, todos empregados pelo INSS e seus dependentes são reféns dessa política injusta de remuneração.
Você não sabe, mas muitos servidores públicos têm seu salário menor que o salário mínimo, sendo necessária complementação para atender quesitos constitucionais. A remuneração dos servidores federais é composta de gratificações que não são incorporadas ao salário e reduzem o valor dos benefícios de aposentadoria por tempo de serviço, aposentadoria por invalidez e pensão por morte.
Além disso, diferentemente do Regime Geral, muitos servidores possuem mais de 35 anos de serviço e não podem se aposentar pois não alcançaram a idade mínima necessária para aposentadoria no Regime Próprio de Previdência. Atualmente, são aproximadamente 15.000 servidores com direito à aposentadoria que continuam trabalhando para garantir uma remuneração digna.
Neste momento, somos todos Betty, servidores veteranos que adoece por não poder se dar ao luxo de ter um perca financeira tão grande ao se aposentar.
Temos inclusive uma colega hoje internada no CTI (caso da cidade de Minas Gerais) em decorrência de um AVC que ela sofreu durante esta greve. Com certeza, a adiamento do seu direito constitucional de aposentar-se em razão das grandes perdas que teria é um fator agravante de seu estado de saúde e das suas condições físicas e emocionais (não vamos revelar o nome e local de trabalho, devido a privacidade da família)
SOMOS TODOS BETTY, ASSIM COMO VOCÊ TAMBÉM É!
Temos inclusive uma colega hoje internada no CTI (caso da cidade de Minas Gerais) em decorrência de um AVC que ela sofreu durante esta greve. Com certeza, a adiamento do seu direito constitucional de aposentar-se em razão das grandes perdas que teria é um fator agravante de seu estado de saúde e das suas condições físicas e emocionais (não vamos revelar o nome e local de trabalho, devido a privacidade da família)
SOMOS TODOS BETTY, ASSIM COMO VOCÊ TAMBÉM É!